Você sabia que faturamento e lucro são coisas diferentes?

Por Caroline Saldanha


Por que minha empresa tem faturamento alto, mas no resultado final apura-se um prejuízo?


É importante saber que faturamento é uma coisa!
E lucro, outra!

Vamos conceituá-los para uma melhor compreensão:


Compreende-se faturamento como a soma dos valores contidos nas notas fiscais emitidas por uma empresa resultantes de suas operações durante um período; nas notas fiscais materializam-se as operações de compra e venda, possibilitando a realização do controle das operações que são efetivadas, por meio do registro, evidenciação, acompanhamento, elaboração de relatórios, geração de duplicatas no caso das operações a prazo, dentre outras possibilidades.


Um dos principais beneficiários com as informações relacionadas ao valor do faturamento é o governo por meio dos órgãos reguladores, uma vez que este servirá como base para o cálculo do montante a ser pago ao Governo em impostos como PIS, COFINS e ICMS, por exemplo.


O faturamento de uma empresa deve ser apresentado aos órgãos reguladores do governo para fins de fiscalização em torno da legislação tributária. Estes órgãos entendem o faturamento da empresa como a receita bruta, ou seja, a receita sem dedução dos lucros.



Além disso, este valor também deverá ser utilizado pela empresa em conjunto com valores de lucro bruto e líquido no cálculo de indicadores de lucratividade, como margem bruta e margem líquida. Por sua vez, fornecerão números em forma de valor percentual, para saber sobre o ganho que a empresa consegue gerar em relação ao trabalho por ela desenvolvido.


O lucro líquido é o valor do faturamento descontando-se todas as deduções, como os impostos, empréstimos, fornecedores, salários, aluguel, entre outros, o que chamamos de custos e despesas.




É um mito acreditar que somente aumentando o faturamento é possível ter mais lucro. A gestão empresarial que seja voltada ao controle de custos pode obter maior rentabilidade (mais lucro), ainda que o faturamento seja menor. Ou seja, diminuir os custos e despesas pode ser mais vantajoso do que vender mais.


A lógica é simples:

  1. Quando há aumento de faturamento, mas as deduções também aumentam, o resultado positivo da empresa será afetado por elas, fato este que provoca redução no Lucro Líquido do Exercício ou até mesmo pode proporcionar um Prejuízo no Exercício (quando as deduções superarem o valor do faturamento).

  2. Quando há aumento de faturamento e o valor das deduções diminuem tendenciosamente o valor do Lucro Líquido do Exercício aumentará.

  3. O valor do faturamento pode diminuir, mas se houver redução no valor das deduções, ainda assim a empresa poderá apurar um Lucro Líquido no Exercício.

É perceptível a influência da gestão e a necessidade de acompanhamento e controle de ambos, buscando a identificar os pontos fracos do negócio.


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